Quem Sou...

Genialeria...

Tempo nas rimas do meu estilo...

Palavras ao vento…




AVISO AOS NÁUFRAGOS

Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.
Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.
Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?


(Leminski)

Prosa & Poesia...

Ofício
(Nauro Machado)





Ocupo o espaço que não é meu,
mas do universo.
Espaço do tamanho do meu corpo aqui,
enchendo inúteis quilos
de um metro e setenta e dois centímetros,
o humano de quebra.
Vozes me dizem: eh, tu aí!
E me mandam bater serviços de excrementos
em papéis caídos numa
máquina Remington, ou outra qualquer.
E me mandam pro inferno, se inferno houvesse
pior que este inumano existir burocrático.
E depois há o escárnio da minha província.
E a minha vida para cima e para baixo,
para baixo sem cima, ponte umbilical partida,
raiz viva de morta inocência.
Estranhos uns aos outros, que faço eu aqui?
E depois ninguém sabe mesmo do espaço que ocupo,
desnecessário espaço de pernas e de braços
preenchendo o vazio que eu sou.
E o mundo, triste bronze de um sino rachado,
o mundo restará o mesmo sem minha
quota de angústia e sem minha parcela de nada.


------------


José Maria Soares Viana




ZECA ! ... ESTOU CALMO!... CALMO!


Zeca!...
Estou calmo!... Calmo!
Tranquilo!...Tranquilo!...
Lasso no ócio
Da minha insipiência óssea;
Longe, bem longe das vorazes vozes;
-Do alto patamar do meus Setenta vezes trezentos e sessenta e cinco dias
[ e mais um quarto,
Ou seja, mesmo setenta janeiro vezes dez
(Assim fica um pouco melhor ante a intuição geral
- intuitiva percepção);
Os sonhos – esses meus seguidores mais fiéis,
Companheiros invulneráveis, itinerantes, inseparáveis...
- Ainda continuam seguindo-se os passos,
Embora que estes, vez por outra, tropecem
E o façam não somente nas depressões urbanas,
Mas também, na imensa maioria,


Nas invisíveis pedras
Sobrepostas ao longo do caminho da vida,
Na estrada dos anos...


Que pena!
Já não mais se corre como antes
Corria-se, seguia-se, ia-se...
Contudo, agora, pelo menos, ainda segue-se...
E, muito mais rápido, vai-se...


Ah, Zeca,
Não nos olvidemos!
É , pois, essencial
Que tenhamos em mente,
Ativa e permanentemente,
a certeza de que,
Quando(sempre envolvendo o metal precioso)
Mentem os lá de cima,
Os cá de baixo
Sentem na vida, na alma, no bolso
E – de forma cruciante! – no estômago.


Até parece que descobri o Brasil
O Brasil, que já vinha descoberto
E que , depois, passou a viver em descoberto
Como vive, é vero, o meu CHEQUE ESPECIAL!!!!


Sexta-feira, Junho 05, 2009

CAMINHAO DE CINEMA DO SESC



CAMINHÃO DO SESC DE CINEMA



Caminhao de cinema II




Ele chega como se fosse uma caravana de circo. Um caminhão com imagens do cinema nacional pintada em seu baú. Abre; seis ou sete funcionários saem de dentro. Depois puxam a lona, armam o “circo” e pronto: Uma super tela de cinema e um projetor de película iluminando uma platéia em estado de hipnose.



caminhao de cinema





O projeto do SESC, com seu cinema itinerante, ilumina platéias e leva o cinema nacional onde nenhuma empresa de distribuição ousou em ir. Um projeto que contempla e apóia tudo que a cidade de Maricá projeta para desenvolver o cinema no município.
Ponto para o SESC pelo apoio e incentivo!!



Photobucket

Quarta-feira, Maio 06, 2009

MARICÁ CIDADE CENÁRIO

MARICÁ CIDADE CENÁRIO


Foto Histórica

Aparecida Rodrigues, Henrique Santana da Bssv Produções,José Viana Filho(Coordenador de Artes Visuais), Andrea Moken(Presidente da Fundação Cultural de Maricá), José Padilha, Marcos Prado da Zazen, Prefeito de Maricá Washington Quaquá, Carl André(Zazen) e Sady Bianchin(Secretário de Cultura de Maricá).

O município de Maricá possui uma população de aproximadamente 120 mil pessoas em uma extensão territorial de quase 364 km², estando apenas 60 km distante da capital do Rio de Janeiro. O município além de ter 40 km de extensão em praias(de Itaipuaçu a Ponta Negra), possui também um dos maiores complexos lagunares do estado denominado Maricá-Guarapina, com rios, lagoas, riachos e brejos. E não parando por ai , a cidade é rodeada por maciços costeiros, tendo lindas serras, dentre elas o Espraiado e Tiririca.


Por todas essas características, a cidade é por si, um cenário vivo e natural, para qualquer obra de audiovisual . Foi meta da prefeitura, através da sua Secretaria de Cultura, divulgar e difundir esse cenário. Algumas ações já foram iniciadas, a coordenação de artes visuais organiza a vinda de alguns cineastas para a cidade.Essa semana, dia 05 de maio , vieram os cineastas da Zazen : Marcos Prado e José Padilha.


Marcos Prado que já havia vindo a cidade para ver locações para seu filme Paraísos Artificiais, voltou com seu sócio José Padilha para apresentarem ao Prefeito Washington (Quaquá) a intenção de filmar algumas cenas de dois projetos: O já citado Paraísos artificiais , que tem como tema drogas sintéticas e Rodrigo Santoro Encabeçando o elenco e Tropa de Elite II , com Wagner Moura voltando a ação.


O encontro foi a primeira grande oportunidade, para a cidade ter dois grandes projetos que serão provavelmente as maiores bilheterias de 2010. Além de argumentos atuais e ter a marca de qualidade da Zazen (Tropa de Elite, Estamira, Ônibus 174), os dois filmes já possuem um planejamento de distribuição para o segundo semestre de 2010,casando perfeitamente a vontade da cidade de promover seus cenários naturais e fomentar produções no município.


Maricá só tem a ganhar com esses projetos, que além de contar com mídia espontânea, contará também com o impacto direto que essas produções trarão para a cidade.Do encontro, ficou clara as intenções do prefeito Quaquá com relação a sétima arte, não só em ações que atraem produções a cidade, como fomento a mão de obra dentro da cidade(como a criação da Escola de Cinema no município). É um grande passo para a valorização do cinema no estado, bem como, um impacto enorme na cultura da cidade.



Entre José Padilha e Marcos Prado
José Viana Filho(coordenador de Artes Visuais de Maricá) entre José Padilha e Marcos Prado da Zazen Produções.

Segunda-feira, Março 23, 2009

CINE MEMÓRIA DE MARICÁ

cine memoria
CINE MEMÓRIA


A Prefeitura de Marica e a Secretaria de Cultura , através da Coordenação de Artes Visuais,lançam o projeto CINE MEMÓRIA, no dia 28 de março a partir das 18 h. O projeto tem como principal objetivo exibir filmes e gravar depoimentos de diretores e produtores que, com suas obras, construíram a história contemporânea do cinema nacional ( programação em anexo).

O Cine Memória compõe, junto com os projetos Cineclube Henfil e ,Cinema-escola, uma política de implantação e democratização dos equipamentos culturais de MARICÁ, através de processos de exibição e produção audiovisuais no município, atuando na formação de platéias críticas às manifestações artísticas e da realidade social local, nacional.

Ao resgatar esse acervo e propor o debate direto com esses diretores, a cidade de Maricá constrói o compromisso com memória do cinema nacional, ao mesmo tempo, em que ratifica o seu interesse direto como a produção da sétima arte nacional.

Programação 1° Semestre 2009

28.03 Zelito Viana Avaeté
25.04 José Joffily Quem matou Pixote?
30.05 Silvio Tendler Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil
27.06 Roberto Farias Pra Frente Brasil


Sessões sempre as 18h00 horas em um telão montado ao lado da casa de cultura, situada na avenida Álvares de Castro 103,centro, Maricá. Sempre um diretor do cinema nacional apresentando um filme de sua autoria e logo após um debate sobre o filme e sua obra.

Zelito Viana e Avaeté


O diretor e produtor de cinema e TV, Zelito Viana, começou a carreira produzindo filmes da geração do cinema novo,dentre eles : “Menino de Engenho” de Walter Lima Jr, “A grande cidade” do Cacá Diegues, “Terra em Transe” de Glauber Rocha.Foi produtor do premiado documentário “Cabra marcado para morrer” de Eduardo Coutinho. Dirigiu , entre outros, Morte e Vida Severina (1976), Avaeté - semente da vingança (1984), Villa Lobos - Uma Vida de Paixão (2000), JK Bela Noite para Voar (2008). Na Tv dirigiu o programa do seu irmão ,o humorista Chico Anysio : Chico Total e Chico Anysio Show, para a TV Globo; e produziu a premiada série “confissões de adolescente” dirigida por Daniel Filho.É um dos produtores mais premiados do cinema nacional.


FILME AVAETÉ

Avaeté, a semente da vingança:

É um filme brasileiro de 1985, dirigido por Zelito Viana. O filme faz referência ao massacre dos índios cinta-largas ocorrido no Brasil.
Fala a esstória de uma criança índia que sobrevive a terrível massacre e passa a ser protegida por cozinheiro branco arrependido de ter participado da expedição criminosa. Já adulto, e com o assassinato de seu protetor, ele inicia a solitária e eficaz vingança contra os matadores brancos.

Recebeu os seguintes prêmios:
Medalha de Prata / Festival de Moscou (1985) Sol de Ouro - Melhor Filme / Rio Cine Festival (1985) Prêmio Air France de Cinema - Melhor Filme Brasileiro do Ano (1985) Festival de Tróia - Melhor Filme / Portugal (1986)

EXPEDIENTE:
EXIBIÇÃO DO FILME AVAETÉ (DIREÇÃO ZELITO VINA)
LOCAL : PRAÇA ORLANDO BARROS DE PIMENTEL (PRAÇA DA CULTURA) – CENTRO DE MARICÁ
CAPCIDADE: 3.000 PESSOAS
INGRESSO : GRÁTIS HORÁRIO: 18 00 H

GRAVAÇÃO DO DEPOIMENTO DE ZELITO VIAMA
LOCAL : CINE CLUBE HENFIL - PRAÇA ORLANDO BARROS DE PIMENTEL - CENTRO DE MARICÁ
CAPACIDADE 60 PESSOAS
HORÁRIO: 20:00 h
Ingresso: GRATIS
INFORMAÇÕES

JOSÉ VIANA FILHO (COORDENADOR DE ARTES VISUAIS DE MARICA) (21) – 9866-5535
LUIZ MORAES (SUBSECRETÁRIO DE CULTURA DE MARICA) – 21 78144333

Sábado, Fevereiro 28, 2009

ANIVERSÁRIO DO RIO DE JANEIRO

Cristo Redentor








Será que Estácio de Sá, ao fundar a cidade do Rio de Janeiro, em 01 de março de 1565 , sabia o paraíso que estava criando? Anos mais tarde se tornaria a capital federal e uma das mais importantes cidades da América. Falar do Rio é falar de música, revoluções ,política e saber que parte da história da cidade, se confunde com a do nosso país.


Portela




Eu quero lembrar da cidade do Chico, do cristo, do aterro, do Vasco, da Portela, da bossa, da fossa, da Globo, do cinema, das praias, da lapa, do rock,dos monumentos, do flamengo, do sincretismo religioso , dos tricolores,do chopp, dos botecos, do joelho com suco de caju,da cobal, do maraca, do Jobi, do botafogo, do remo,do Jardim Botânico ,dos túneis ,das lagoas, dos cariocas e dos que moram e amam essa terra como se fossem dela.



Sao sebastiao





Vamos celebrar o Rio que vende alegria, improviso e vanguarda. Esse Rio, merece um belo abraço e um parabéns bem alto.É esse Rio que olhamos e sentimos orgulho de viver nele.

Parabéns ao São Sebastião do Rio de Janeiro...


Fogos


Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

O Lutador de Darren Aronofsky

ALÉM DE SOCOS E PONTAPÉS





Poster, o lutador






Quem ler o título e pensar que O Lutador (The Wrestler, 2008) é mais um filme estilo “Van Damme” de ser, engana-se. O lutador do título é vivido magistralmente pelo esquecido ator Mickey Rourke. O ator vive Randy "The Ram" Robinson, um astro de luta livre da década de oitenta, que continua , mesmo vinte anos depois, tentando manter sua fama nos ringues. Visivelmente decadente, o Lutador , além de enfrentar seus adversários em lutas combinadas(mas que machucam e muito) , tem que enfrentar a vida fora das arenas;e é exatamente ai o ponto que mais toca o filme.

Randy "The Ram" Robinson tenta adaptar-se a vida real: tenta um trabalho em supermercado, tenta se reaproximar da filha, tenta viver uma paixão com uma stripper(vivida na medida por Marisa Tomei). Tudo isso em meio a sua queda , após um infarto, causado pelos excessos de esteróides e anabolizantes.


O lutador II



Em seu quarto filme, Darren Aronofsky, usa na medida exata, o drama e a ação propriamente dita: as cenas de lutas são um ponto alto do filme, com Mickey Rourke levando ao extremo da realidade ( a ponto de ter se cortado de verdade). A câmera na mão, também parece brigar com "The Ram", as vezes quase que ocupando os espaços entre a ação do personagem.O roteiro nos leva também a um revival dos anos oitenta, pela trilha sonora(recheadas de rock farofa dos anos 80) e pelos velhos personagens de luta livre e seus apelidos desconcertantes.

O filme é uma sucessão de acertos, mas nada se compara a entrega de Mickey Rourke ao personagem, vivendo uma própria catarse de sua vida real: Ele foi astro, virou lutador de boxe, viveu no ostracismo e uma operação plástica mal feita, encarregou de deformar seu rosto. Talvez o “The RAM”, que luta de forma fake nos ringues e não aceita a velhice, e briga com a vida para se acertar, tenha um pouco dele. O resultado é um homem que vai muito além de socos e pontapés. O filme nos mostra diversas lutas que todos enfrentamos dia-dia, algumas perdemos ,outras saímos vitoriosos. Não é assim que é a vida?



O lutador

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA...

Titãs , o filme








O FILME – DE BRANCO MELO E OSCAR RODRIGUES ALVES


Estreou, em algumas salas pelo país, o documentário A Vida Até Parece Uma Festa. O filme é um recorte de diversas mídias (sons,músicas, entrevistas,clipes,imagens inéditas, shows, fotos) dos vinte e poucos anos de carreira de uma das maiores bandas de rock brasileiro, os Titãs. O trabalho recebe a assinatura de Branco Melo e Oscar Rodrigues Alves.

O fato de ter um dos Titãs sempre à câmera no decorrer da carreira resultou em imagens espontâneas e pra lá de divertidas. O grande mérito, porém, foi a forma como os diretores dispuseram essas imagens e montaram um perfeito painel narrativo das vidas dos roqueiros. O resultado é um romance (de pouco mais de uma hora e meia) repleto de dramas, músicas, morte e separações.

Para os fãs, um merecido retrato de seus ídolos e para todos nós um grande documentário que fala por si, com uma linguagem a altura da banda que retrata. Vale a pena conferir.





O LIVRO – DE HÉRICA MARMO E LUIZ ANDRÉ ALZER





Titãs , o livro







E para quem quer ir mais adiante à biografia dos Titãs, após ver o filme, pode se deliciar com o livro A vida até parece uma festa, que relata de forma bem gostosa e romanceada a vida dos Titãs. Está tudo lá: do início no colégio Equipe, os programas de TV, a dureza, o sucesso, a queda, a volta triunfal desplugada, as separações (desde André Jung, passando por Arnaldo e Nando Reis) e a morte de Marcelo Fromer. O livro conta ainda com diversas fotos durante a carreira e um índice de toda a discografia e trabalhos paralelos solos.

Hérica Marmo ( também autora de a Canção do Mago, sobre Paulo Coelho) e Luiz André Alzer fizeram antes em palavras, o que Branco Melo e Oscar Rodrigues Alves fizeram em imagens.Os dois se complementam e nos fazem crer , pela ótica vivida pelo octeto roqueiro, que a vida até parece uma festa de fato. Garantia de uma excelente leitura.Um som para os olhos...

Domingo, Janeiro 04, 2009

O EX- PREFEITO CÉSAR MAIA


ACABOU CHORARE





Cesar Maia







Ele derrotou todos os grandes nomes da política carioca, dentre eles Crivella,Bendita e sua cria, o ex-prefeito Conde. Ao todo, foram 12 anos de prefeitura , sem contar que ele elegeu seu sucessor que depois o traiu. Foi um prefeito inventivo, com muito apoio popular, com frases de efeito, absurdas, debochadas e às vezes idiotas.

César Maia poderia ter entrado para o seleto grupo de prefeitos que entraram para a história (de forma positiva) da cidade maravilhosa, se não fosse pelo seu ultimo desastroso mandato. Isolado, convencido, ele se transformou numa espécie de eminência parda, pintou e bordou no seu ex-blog , criticou, exonerou, rebateu críticas, sabotou o presidente, travou uma briga boba com o governador do Estado, produziu tanta coisa eletronicamente que esqueceu o trivial: cuidar da sua cidade.

Sua despedida não poderia ser menos melancólica: o prefeito chorou com a foto de seu ídolo (ex-prefeito do Rio) nos braços. O que estaria pensando o ex-prefeito nessa hora: Culpa? Raiva de si? Desgosto? Solidão? Medo?. Ou seria a lucidez óbvia de que ele estaria morto para futuros cargos políticos?

De uma coisa é certa: A cidade precisa de um prefeito que cuide com carinho e atenção dela. E para César Maia: já vai tarde...






Cesar Maia







Segunda-feira, Dezembro 22, 2008

FIM DE 2008



natal 2008

A frase mais falada no decorrer dos anos é: “como ta passando rápido o ano!...” É fato; 365 dias já não cabem mais em um ano, e sim, estamos ficando mais velhos. De ano de 2008 guardo belas lembranças e algumas contrariedades...

De filmes excelentes e marcantes, da minha formatura em cinema, dos trabalhos que produzi, da namorada que beijei, do whisky que acabou e do sol que se pôs. 2008 já foi e levou também muitas lembranças ruins...

E que façamos o bom e velho ritual de fim de ano: A ceia de natal, os amigos secretos, os votos de felicidades e desejos para 2009, que será melhor que o ano passado e que será pior que 2010 e assim por diante...

Aos meus amigos reais e virtuais, desejo em dobro tudo o que me desejares:



Sonhos.

Aos meus amigos,
Meus melhores desejos,
Meus sonhos,
Minhas alegrias
Aos meus amigos
O dia claro pelo sol e as nuvens da chuva
A beleza do luar e o brilho das estrelas
Aos meus amigos
A transparência da luz e a força da água
Aos meus amigos tudo de bom.

(autor desconhecido)

anonovo

Amor de Indio - Milton Nascimento

Semen (Mestre Ambrósio)


Nos antigos rincões da mata virgem
Foi um sêmen plantado com meu nome
A raiz de tão dura ninguém come
Porque nela plantei a minha origem
Quem tentar chegar perto tem vertigem
Ensinar o caminho, eu não sei
Das mil vezes que por lá eu passei
Nunca pude guardar o seu desenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?


Esse longo caminho que eu traço
Muda constantemente de feição
E eu não posso saber que direção
Tem o rumo que firmo no espaço
Tem momentos que sinto que desfaço
O castelo que eu mesmo levantei
O importante é que nunca esquecerei
Que encontrar o caminho é meu empenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?


Como posso saber a minha idade
Se meu tempo passado eu não conheço
Como posso me ver desde o começo
Se a lembrança não tem capacidade
Se não olho pra trás com claridade
Um futuro obscuro aguardarei
Mas aquela semente que sonhei
É a chave do tesouro que eu tenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?


Tantos povos se cruzam nessa terra
Que o mais puro padrão é o mestiço
Deixe o mundo rodar que dá é nisso
A roleta dos genes nunca erra
Nasce tanto galego em pé-de-serra
E por isso eu jamais estranharei
Sertanejo com olhos de nissei
Cantador com suingue caribenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?


Como posso pensar ser brasileiro
Enxergar minha própria diferença
Se olhando ao redor vejo a imensa
Semelhança ligando o mundo inteiro
Como posso saber quem vem primeiro
Se o começo eu jamais alcançarei
Tantos povos no mundo e eu não sei
Qual a força que move o meu engenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?


E eu
Não sei o que fazer
Nesta situação
Meu pé...Meu pé não pisa o chão.

Moinho (Leminski)

Moinho de versos
movido a vento
Em noites de boemia
Vai vir o dia
quando tudo que eu diga
Seja poesia


Sétima Arte...


Martin Scorsese

Vindo de uma família de classe média de origem italiana, Martin Scorsese se 
graduou   em Cinema na Universidade de Nova York, aos 22 anos. Na época de estudante, seus curtas fizeram grande sucesso no 
meio cinematográfico, rendendo-lhe um convite do famoso produtor Roger Corman para dirigir Sexy e Marginal, em 1972. Ao longo 
da década de 70, Scorsese se estabeleceu como um dos grandes diretores de cinema dos Estados Unidos, graças a seus filmes de 
grande profundidade nos temas, histórias interessantes sobre a violência urbana, e seus personagens de bastante complexidade 
e perturbações diversas. Taxi Driver é a grande prova deste estilo. Já na década de 80, dirigiu, entre outros filmes, Touro 
Indomável , a biografia em preto e branco de Jake La Motta, a comédia de humor negro Depois de Horas e um dos filmes mais 
polêmicos da história do cinema, A Última Tentação de Cristo. Na década de 90, volta a abordar o mundo da máfia com Os Bons 
Companheiros e Cassino, além de ter dirigido duas refilmagens: Cabo do Medo e A Era da Inocência. Em 97, se envolve em outra 
grande polêmica ao filmar Kundun, drama político a favor do povo tibetano, que faz com que seja considerado persona non grata 
no território chinês.
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Aqui, Sempre ...

Oxossi

Ogum

Quem me visita

O Que Passou...